"É tão fácil prometer, gastar o dinheiro dos outros, neste caso dos contribuintes. Veja-se o que se passou, por exemplo, na segurança social, nos abonos de família, no desemprego, nos rendimentos sociais. A gente diz sempre, por compaixão, olha que bom, eram pobres, é preciso ajudar os pobres?. Mas também é preciso fazer contas. Quando vier a factura das parcerias publico-privadas, daqui a três ou quatro anos, vai ver-se o desastre. Isto traduz esta atitude muito demagógica, os dirigentes sabem que os meios são escassos, mas preferem governar e viver como se isso não fosse verdade. É possível gastar muitíssimo mais, pedir emprestado e hipotecar as gerações futuras. A população portuguesa, a meu ver, pela primeira vez desde há sete ou oito anos, começa a ficar consciente de que está a ficar num impasse."
No momento em que alguém com responsabilidades políticas, ou legítimas ambições a tê-las, tiver coragem de dizer isto, Portugal poderá finalmente bater no fundo e começar a pensar em sair da fossa.
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