quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Lobby Arquiteto


Enquanto o TC multa os partidos e as campanhas de bonés e canetas, na secção "margem sul" do PS institucionalizou-se o lobby dos arquitetos. Uma prática corrente na aparelhagem intrapartidária portuguesa que priveligia o cidadão-militante contra o cidadão-eleitor, esquecendo que um e o outro são uma e a mesma coisa. Tudo em nome do que Sérgio Buarque apelidou de "sociedade familiar". Sociedade essa organizada em bandos onde prevalece a vontade dos barões e o serviçal religioso, em detrimento da organização de uma ideia de comunidade, ou seja, uma luta contra o Estado, que mais tarde se assumiria Estado e se institucionalizaria contra os que dele não fazem ou não querem fazer parte.


Um dos grandes errros dessa sociedade é a de esquecer onde começa e acaba o público, pois que se permite a consagração do bando familiar. Logo, onde existe privado corre-se a torná-lo público e onde existe público talvez se tente tirar de lá o Estado para não se sofrerem consequências.