sexta-feira, 5 de março de 2010

Alegrices

Há uns anos apoiei (passivamente) e votei em Manuel Alegre para Presidente. A coragem que demonstrou ao enfrentar a partidocracia, foi na altura o seu grande atractivo, sobretudo por ter sido a primeira vez que alguém experimentava algo semelhante àquela altitude política.

2011 aproxima-se, e com ele o esperado re-match. Apesar da mais que previsível recandidatura de Manuel Alegre, tinha andado até há coisa de um ano a pensar que ia votar no Cavaco, mas a sua inabilidade politica na gestão de determinados dossiês - vem-me à cabeça a questão do Estatuto dos Açores, em que não podia ter mais razão, mas cujo processo foi, do inicio ao fim pessimamente gerido - e a sua incapacidade de se descolar de Fernando Lima no surreal "caso das escutas" fizeram-me desistir dessa ideia.

Como esperado, Alegre recandidata-se e começa a recolher importantes não-apoios na "ala canalha" do PS. Está decidido, começo eu a pensar. Rebenta o "caso das escutas" e Manuel Alegre, que segundo a lenda ninguém cala, permanece irritantemente silencioso. "Ah, mas ele agora quer o apoio do Sócras, e não pode fazer barulho com isso!", dizem-me. A patacoada das conversas com o Sócrates sobre a preocupação deste com a "língua portuguesa" parecem confirmá-lo.

Isto tudo para dizer que se as eleições fossem já, estaria terrivelmente indeciso entre o Garcia Pereira, o voto nulo, ou a abstenção.

P.S. - O senhor da AMI não conta. Não voto em lebres de ninguém, muito menos do Jotinha Grisalho, como muito bem lhe chamou o Henrique Raposo.

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